Muitos de nós temos observado na maneira agressiva e egoísta como grande parte das pessoas se comportam hoje um sinal de que o fim está próximo. É bem verdade que esse discurso não é novo. Minha mãe e minha avó já diziam isso quando eu era criança. E minha avó já ouvia algo parecido quando ela dedicava grande parte de seu tempo a brincar de roda.
Os maus hábitos nos meios de transporte são apenas uma pequena demonstração de quanto as pessoas conseguem ser a cada dia mais maldosas. Pergunte a algum professor sobre os alunos dele e a imensa maioria terá no rosto uma mescla de desilusão e pânico, acompanhada da resposta: “insuportáveis, não sei mais o que fazer”. E o noticiário já tem uma vasta lista de casos de professores que apanharam dos alunos, sem contar os que já foram mortos. É claro que em ambientes assim não se pode esperar algum respeito.Podemos piorar bastante o quadro quando nos lembramos de que vivemos entre “nóias”, conhecidos polidamente como usuários de entorpecentes. Pela droga eles fazem qualquer coisa, qualquer coisa mesmo. E eles estão nos parques, nos bancos, na padaria, sem que possamos nos precaver de ter de encarar uma ameaça vinda deles.
Se fôssemos nos dedicar a ver todos os casos semelhantes aos que citamos e com os quais convivemos dia a dia, teríamos de gastar muito tempo. O que importa é entender que o quadro é feio, e não vai melhorar. Jesus advertiu: “Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.10-12 – NVI). Maldade aumentando e amor esfriando, não pode haver coisa mais terrível.


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